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Patos de Minas · MG

Hematoma subdural: diagnóstico e tratamento

Avaliação no HNSF com o Dr. Dimitrius Stamoulis. Drenagem, observação ou embolização das artérias da meninge, conforme o tipo e o volume do hematoma.

Quando buscar ajuda urgente

Após trauma craniano, sobretudo em idosos ou quem usa anticoagulante, procure avaliação mesmo sem sintoma imediato. Confusão, fraqueza de um lado ou dor de cabeça que piora pedem pronto-socorro.

Conteúdo revisado por médico especialista

Dr. Dimitrius Stamoulis

Radiologista e neurorradiologista intervencionista, com formação no HCFMRP-USP. Atende no Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Patos de Minas.

CRMMG 54271 · Revisado em 17 de setembro de 2026

O que é hematoma subdural?

É o acúmulo de sangue entre o cérebro e a dura-máter, a membrana que o envolve. Na maior parte dos casos vem de trauma, às vezes discreto.

É mais frequente em idosos e em quem usa anticoagulante. O diagnóstico por tomografia define o volume, o efeito de massa e a urgência do tratamento.

Sintomas

  • Dor de cabeça progressiva
  • Confusão mental ou alteração do nível de consciência
  • Fraqueza ou dormência em um lado do corpo
  • Dificuldade para falar ou compreender
  • Alterações de visão
  • Convulsões
  • Perda de equilíbrio ou coordenação

Tipos de hematoma subdural

Agudo

Aparece em horas após o trauma. Costuma exigir intervenção urgente.

Subagudo

Evolui em dias. Os sintomas podem ser graduais.

Crônico

Surge semanas ou meses depois, comum em idosos. É o principal candidato à embolização.

Como se trata

Embolização

Via endovascular, sem abrir o crânio

Um cateter bloqueia as artérias que alimentam as membranas do hematoma crônico. Isso reduz expansão e recidiva. O Dr. Dimitrius realiza esse procedimento no HNSF desde 2018.

Indicação mais frequente: hematoma subdural crônico com risco de voltar após drenagem, ou paciente com alto risco para nova cirurgia aberta.

Detalhes da embolização de hematoma subdural

Drenagem cirúrgica

Para hematomas com efeito de massa

Hematomas volumosos que comprimem o cérebro ou causam déficit neurológico podem precisar de drenagem para aliviar a pressão intracraniana.

Hematomas pequenos e estáveis podem ser acompanhados com observação clínica e novas tomografias. A decisão é sempre individual.

Perguntas frequentes

Hematoma subdural sempre precisa de cirurgia?

Não. Hematomas pequenos e sem déficit neurológico grave podem ser observados com rigor. Hematomas volumosos, com compressão cerebral ou piora clínica, exigem drenagem urgente. A embolização entra principalmente no hematoma crônico com risco de recidiva.

O que é a embolização do hematoma subdural?

É um procedimento endovascular que bloqueia as artérias meninges médias que alimentam as membranas do hematoma crônico. Reduz a chance de o sangue voltar a se acumular, muitas vezes após ou em vez de nova drenagem.

Quem tem mais risco de hematoma subdural?

Idosos, pessoas em uso de anticoagulante ou antiagregante e quem sofreu trauma craniano, mesmo leve. Os sintomas podem aparecer dias ou semanas depois do evento.

Quais sintomas pedem avaliação imediata?

Dor de cabeça progressiva, confusão, fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar, alteração de visão, convulsão ou perda de equilíbrio. Depois de trauma em idoso, a avaliação vale mesmo sem sintoma imediato.

A embolização dói?

O procedimento é feito com anestesia adequada. O desconforto costuma se limitar ao local da punção arterial.

Avaliação de hematoma subdural

Após um trauma craniano, principalmente em idosos ou quem usa anticoagulante, a avaliação precoce muda o prognóstico.

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